Tornar-se milionário de uma hora para outra pode trazer mais conflitos que felicidade. Difícil acreditar? Então veja Caixa Dois, comédia que estreiou em cerca de 150 salas em todo o país.
Inspirado na peça homônima de Juca de Oliveira - vista por mais de um milhão de espectadores, em seis anos em cartaz -, o longa discute de maneira despretensiosa qual é o preço da honestidade de pessoas comuns. A história gira em torno da rotina da turma do bem e das falcatruas da trupe do mal.
A primeira é representada pelo bancário Roberto (Daniel Dantas), por sua mulher, a professora Lina (Zezé Polessa), e por seu filho, o estudante Henrique (Thiago Fragoso). A segunda, formada pelo banqueiro Luiz Fernando (Fúlvio Stefanini), pelo executivo Romeiro (Cássio Gabus Mendes) e pela secretária Ângela (Giovanna Antonelli). Os papéis de mocinhos e de bandidos, porém, começam a se confundir quando R$ 50 milhões aparecem. Luiz Fernando e Romeiro precisam lavar R$ 50 milhões. Uma tragédia com um doleiro obriga a dupla a convocar Ângela (Giovanna Antonelli) para conduzir a operação. Mas uma trapalhada faz com que a fortuna caia nas mãos, melhor dizendo, na conta bancária de Lina (Zezé Polessa), e não da laranja.
Em um primeiro momento, a professora quer devolver o dinheiro, mesmo após saber que o marido foi demitido. Tudo muda quando ela descobre a procedência desonesta da fortuna.
Enredo desperta
atenção de diretor
O enredo despertou a atenção do diretor Bruno Barreto, que decidiu levá-lo do teatro ao cinema. "Esse filme começou quando dirigi minha primeira peça [Dúvida], no ano passado. Vi o cartaz no teatro e pensei "nossa, uma peça chamada Caixa Dois, que atual. Não conhecia, passei 16 anos fora do Brasil", conta. "O filme trata do conflito entre a ética e a circunstância", completa o cineasta. Fúlvio Stefanini, que no teatro interpretou o bancário, ficou satisfeito com o resultado da transição.
Fonte:Andrezza Capanema | Folhapress